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Top 5: Os cinco lugares mais bonitos em que eu já estive (Capítulo 5)

January 1, 2013

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O primeiro lugar da minha lista fica com o Deserto do Atacama. Inicialmente, a viagem ao Atacama não estava nos meus planos, pois eu ia visitar o Peru com o meu pai e não teria tempo de passar por ali. Além do mais, o Atacama é uma viagem cara e eu pensava não ter dinheiro para fazê-la.

Com a cisão do escritório em que eu trabalhava e a consequente modificação na data das minhas férias, fiquei com medo de viajar pelo Peru sozinha (medo esse que se provou infundado depois). Assim, mudei a minha viagem para o Chile, que é, de longe, o país mais seguro da América do Sul para mulheres viajando sozinhas – embora tenha mantido a região de Cuzco no meu roteiro.

Com a mudança de itinerário, pensei em visitar a região dos Lagos, mas logo me dei conta que era loucura fazer Peru e Patagônia chilena na mesma viagem. Por sugestão do meu tio, resolvi conhecer o Deserto do Atacama – e não me arrependi.

É difícil destacar o que é mais bonito e interessante nesta região. A chegada em Calama (cidade com aeroporto mais próxima de San Pedro de Atacama, base para explorar o deserto) já é em si uma aventura, devido às fortes turbulências que o avião enfrenta. O aeroporto, embora pequeno, é bem estruturado e fica em meio ao deserto (pena que eu não consegui tirar uma foto do avião com a paisagem desértica ao fundo), garantindo belas vistas desde a chegada do turista. A viagem de uma hora e meia que separa Calama de San Pedro de Atacama é feita por uma excelente estrada que já dá um preview da beleza inóspita do Deserto.

O Deserto do Atacama é um deserto diferente, pois, ao contrário do Saara, não é um deserto de areia, mas um deserto de pedra e sal – o que explica a fartura de minérios no Chile. Também é um deserto alto, em meio a quatro cordilheiras (Andes, Cordilheira da Costa, Cordilheira do Sal e a Cordilheira Domeyco), o que explica a constante mudança do clima – cheguei a pegar -11ºC e 30º C no mesmo dia – e a ocorrência de fenômenos bizarros, como ver neve no deserto (veja a foto acima). Tem fama de ser o deserto mais seco do mundo, embora a sua parte efetivamente seca fique na região de Arica.

É ainda uma região de intensa atividade vulcânica (vide as fotos embaçadas pela fumaça expelida pelo vulcão Láscar) e com muitas lagoas formadas pelo degelo das montanhas (como as lagoas irmãs Miscanti e Miñiques e a belíssima Tebinquiche). Achou pouco? O Atacama ainda tem dois salares em formação (Salar de Tara e Salar de Atacama), flamingos, vicunhas, lhamas, o “Mar Morto” das Américas (a Laguna Cejar), o maior campo geotérmico do mundo (Geiseres Del Tatio), ruínas de civilizações pré-colombianas, petroglifos (inscrições rupestres feitas na pedra) e serve de base para o Salar de Uyuni, na Bolívia (que eu não visitei por falta de tempo).

Mas a maior atração do Atacama são mesmo o Vale da Morte, o Vale da Lua e a observação do céu. O Vale da Morte e o Vale da Lua, com seu pôr-do-sol multicolorido, já valem a viagem. E o céu do Atacama é indescritível. Simplesmente o céu mais limpo e bonito que vi em toda a minha vida. Para vocês terem ideia, a foto da lua que ilustra esse post foi tirada em um dia nublado.

Espero que vocês tenham gostado dessa série de posts. Quem quiser maiores detalhes sobre os lugares citados na série, é só entrar em contato comigo através dos comentários do blog.

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