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Buenos Aires: ainda um grande destino

February 23, 2013

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Acabo de voltar totalmente renovada de Buenos Aires e vou tentar ir retomando o blog – se o meu trabalho permitir J E o tema de retorno será justamente essa cidade amada, a qual retornei e espero sempre retornar.

Antes de viajar, muita gente tentou me demover da ideia de visitar Buenos Aires, dizendo que a Argentina está à beira do colapso, que Buenos Aires está mais violenta que o Rio, que o peso argentino não está valendo nada, que a cidade está cara, etc. Como sou uma mulher de opinião forte, resolvi verificar a situação com meus próprios olhos. E posso dizer que muito do que se diz não passa de “mimimi”.

É verdade que a situação econômica na Argentina não está das melhores e que as travas às importações se fazem sentir em lugares como a “El Ateneo” – que, a meu ver, reduziu consideravelmente o seu acervo de livros importados. Também é verdade que a inflação está galopante e beber água em Buenos Aires pode custar o mesmo que beber cerveja (sério, em um restaurante em que eu jantei a Quilmes custava o mesmo que a água!). A polarização política fica clara na arte de rua, seja contra ou a favor da controversa CFK (para os não-iniciados, Cristina Fernández de Kirchner, a presidente do país), e se reflete na esquizofrênica cobertura jornalística – que de tão esquizofrênica faz com que você se pergunte se estão falando do mesmo país.

Ainda quanto à política, é triste constatar que Buenos Aires está sendo governada por um genérico do Eurico Miranda, que vem a ser ex-presidente do Boca Juniors e pretende modificar o projeto paisagístico da 9 de julho em troca de um discutível BRT (pobre Carlos Thays, deve estar se revirando na tumba). Por fim, a desvalorização do peso argentino é tão incontroversa que nem os locais querem a moeda.

Feitas todas essas ressalvas, visitar Buenos Aires continua tão fascinante quanto sempre foi. Achei a cidade um pouco mais cuidada desta vez (em comparação com 2011) e não me senti insegura em nenhum momento (e olha que caminhei a pé da Recoleta até Belgrano!). Senti-me tão bem que andei até de ônibus! E mais: não recebi nenhuma nota falsa nem fui enganada por taxistas!

A vida cultural continua vibrante como sempre, com o MALBA, o Museo de Bellas Artes e o Museo Fortabat com exposições incríveis (respectivamente, Tracey Emin, Caravaggio e Aldo Sessa). Foi inaugurado um novo museu (o MACBA, voltado prioritariamente à arte abstrata), o Paseo de la Historieta é uma fofura e todos os “must go” de Buenos Aires continuam lá: Feira de San Telmo (que bairro gostoso!), os palacetes da Recoleta, a Casa Rosada, o Cemitério da Recoleta, Puerto Madero, os bosques de Palermo, etc. E ainda pude descobrir segredos deliciosos, como o Ano Novo Chinês no Barrio Chino de Buenos Aires, o choripán (comidinha de rua na Argentina), os sorvetes da Arkankaó (que moram no meu coração junto com os da Volta), o Museo Del Bicentenario (pouquíssimo visitado, mas com uma mostra interessante)… Voltei me sentindo quase uma local J

É claro que a inflação fez com que Buenos Aires deixasse de ser um destino de compras atraente para os brasileiros, mesmo com o câmbio favorável a nós. Mas, sinceramente, se você só vê Buenos Aires como um destino de compras, acho melhor você rever seus conceitos quanto ao que é turismo.

Em resumo, vos digo: não deixem de ir a Buenos Aires por causa de boatos espelhados sabe-se lá por quem. Continua o mesmo destino atraente de sempre e definitivamente merece a sua visita.

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