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Cidade do México: informações básicas

June 16, 2013

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Dando sequência aos posts sobre o México, chegou a hora de dar um overview naquela que é a porta de entrada da maioria dos visitantes: a Cidade do México. Cheguei em um voo sem escalas da TAM com origem em SP (não há voos diretos saindo do Rio). O voo foi bem tranquilo e a TAM me surpreendeu com um serviço de bordo eficiente. A Aeroméxico também voa para o DF (como os mexicanos chamam sua capital) sem escalas a partir de São Paulo. Com conexão em outros países, voam para a Cidade do México a Taca (conexão em Lima), a Lan (conexão em Santiago), a Avianca (conexão em Bogotá) e todas as aéreas americanas (conexão depende do hub da companhia).

O aeroporto da Cidade do México conta com dois terminais, ambos bastante modernos. Entretanto, o aeroporto peca por não ter carrinhos de bagagem (quem não quiser carregar peso deve contratar os carregadores do sindicato) e pelos trâmites de inspeção de bagagem. Não bastasse o pobre visitante ser revistado nos padrões americanos (tira sapato, abre bolsa, sofre revista manual, etc.), sua mala é inspecionada por cachorros e raio-x, são utilizadas substâncias químicas para detectar drogas e mesmo a bagagem que já passou por todos esses procedimentos é muitas vezes aberta (quer dizer, violada, pois para abrir as malas muitas vezes usam alicates para quebrar os cadeados) fora das vistas de seu dono. As malas de TODOS os passageiros do meu voo foram abertas pela Polícia mexicana, mesmo aquelas que tinham selo indicando que tinham passado pelos cachorros e pelo raio-x (caso da minha bagagem), sendo que muitas malas tinham marcas de uso de alicate e algumas malas de tecido foram rasgadas no processo de arrombamento do cadeado. Embora eu compreenda a legítima preocupação dos mexicanos em coibir o narcotráfico, acho que este tipo de postura já ingressa no abuso de autoridade, pois para quê eles investem em cachorros e substâncias químicas se vão violar a sua mala do mesmo jeito e sem a sua presença? Péssimo cartão de visitas, especialmente considerando que tal procedimento atrasa MUITO a restituição de bagagem.

Passada a raiva com a polícia mexicana, o aeroporto é bem servido de transporte, com táxi, ônibus e metrô (não recomendo utilizar esse último modal no horário do rush ou se estiver com muita bagagem, pois o metrô é muito lotado). Também há diversas opções de hotel caso você tenha de dormir no aeroporto, como NH, Hilton e Camino Real. Praça de alimentação também com diversas opções, como Subway, Sbarro, churrascarias, etc. Free shops de entrada e saída são gigantescos, de enlouquecer a brasileirada. Há desde marcas mexicanas até as tradicionais Lacoste, Lancôme e etc. Os terminais do aeroporto são ligados por um mono-rail e você precisa comprovar que tem um voo no outro terminal para conseguir acessá-lo.

Escolher um hotel na Cidade do México não tem mistério: se você quiser economizar, fique hospedado no Centro (com a ressalva de que, de noite, o clima é de festa estranha com gente esquisita); se você é um turista de classe média, escolha a Zona Rosa, que é bem policiada e não é tão cara como os bairros (ou colonias, como dizem no México) mais exclusivos, dando preferência aos hotéis que ficam no Paseo de la Reforma (avenida muito movimentada e bem policiada) e aos que ficam mais próximos de Chapultepec (ou seja, mais próximo de atrações turísticas, como o Bosque de Chapultepec); se você tem “bala na agulha”, fique em Polanco (bairro onde estão as lojas chiques) ou Condesa (bairro mais descolado). O bairro mais exclusivo é Lomas de Chapultepec, mas, como ele não é exatamente perto dos pontos de interesse, não acho prático ficar lá.

Eu fiquei hospedada no Marriott Reforma, um hotel 4 estrelas no Paseo de la Reforma e de onde eu podia ir caminhando até o Bosque de Chapultepec. O hotel tem excelentes quartos, dois bons restaurantes (um mexicano e outro de carnes) e está muito bem localizado. Só ressalvo que é muito voltado para o público de negócios (aliás, postei isso na resenha do TripAdvisor e a gerência do hotel não entendeu; a resposta postada lá é hilária e denota que eles não entenderam meu texto em português). De qualquer maneira, voltaria ao hotel.

Quanto à questão de segurança, devo dizer que, embora seja verdade que o México esteja mergulhado em uma guerra contra as drogas, os cuidados habituais que você em qualquer grande cidade brasileira são suficientes para a Cidade do México: evite ruas escuras; não ostente objetos de valor; evite caminhar pelo Centro da cidade à noite porque é escuro e perigoso (exceção feita à Plaza Garibaldi, onde se concentram os mariachis e há policiamento); não se arrisque nos “Barrios Bravos” (isto é, os bairros tidos perigosos pelos locais, como Tepito) a não ser que você tenha a companhia de um local; tome conta de seus pertences em aglomerações (especialmente no metrô, onde é comum a ação de punguistas). Quanto aos táxis, embora no passado fossem comuns os táxis piratas, a atual prefeitura promoveu uma moralização e padronização que os tornaram mais seguros. Todos os táxis têm placas começando pelas letras A ou B, a licença do taxista tem de estar afixada na lateral ou no pára-brisas e todos os táxis são pintados em uma cor que lembra ferrugem (não encontrei definição melhor :p). Se você ainda tiver medo de pegar na rua, basta pedir ao hotel ou restaurante para chamar um rádio táxi (que é mais caro).

Ainda no capítulo de transporte, a Cidade do México conta com uma extensa rede de metrô que cobre todos os principais pontos turísticos (exceto a região de Coyoacán) e a passagem é muito barata (menos de um real). No entanto, os vagões viajam lotados (pior que o metrô do Rio), as composições estão sempre atrasadas porque as portas não fecham e a ação de punguistas na confusão é comum. A cidade também conta com ônibus novinhos e uma rede de BRT (chamada de Metrobus). No entanto, o trânsito é infernal e é necessário guardar as moedinhas, pois não dão troco no ônibus. Justamente porque o trânsito é infernal, não recomendo alugar carro (exceto se você for usá-lo para visitar outras cidades; neste caso, evite as estradas com pedágio, que são caríssimas). Uma opção interessante é o Turibus, ônibus turístico da cidade que custa em torno de 120 pesos (depende do percurso) e cujo passe é válido por um dia inteiro. Ele passa a cada meia hora em pontos turísticos, como o Museu de Antropologia e a casa da Frida Kahlo e o passe pode ser comprado quando do embarque.

Quanto ao câmbio, um real vale cerca de seis pesos, daqui que é só dividir o preço por seis para ter noção do valor em reais. Não é possível trocar reais por pesos, sendo necessário levar dólares para fazer câmbio. Evite fazer câmbio no aeroporto, pois você ficará na desvantagem. Importante: não se aceitam dólares no comércio da Cidade do México.

Em breve, a série continua com um post sobre os museus da Cidade do México.

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