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Cidade do México: Museus

June 24, 2013

Um dos grandes baratos da Cidade do México é, sem dúvida, a sua grande oferta de museus.  E, mais do que oferta, a cidade oferece muita qualidade.

Vamos começar falando daquele que é o mais famoso: o Museu Nacional de Antropologia. Considerado um dos melhores museus do mundo, o Museu Nacional de Antropologia está localizado em um belo prédio em pleno Bosque de Chapultepec, área verde encravada na parte mais nobre da Cidade do México que conta com lagos, um auditório e diversos museus (entre eles, o Castelo de Chapultepec, o Museu Rufino Tamayo e o Museu de Arte Moderna) – um programão para domingo. Seu acervo traz um panorama sobre os povos que habitaram e habitam o México desde a pré-história. São dois andares de museu: no andar de baixo, está a parte arqueológica, com objetos de diversas culturas divididos em salas temáticas e em ordem cronológica; no andar de cima, está a parte etnográfica, com exposições de indumentária e de pequenas reproduções de casas indígenas típicas. O acervo do museu é imenso e é necessário um dia inteiro para percorrê-lo com calma. Se você estiver com pouco tempo, recomendo visitar as Salas Teotihuacán, Asteca e Maia, que são as salas das culturas mais importantes e influentes. Se você tiver tempo, dê uma passadinha no segundo andar para ver a sala dedicada a Oaxaca (fiquei apaixonada pelas roupas!). Há um bom restaurante dentro do museu e uma loja de lembrancinhas meio “hit and miss”. A entrada custa 55 pesos para estrangeiros e por mais 46 pesos você pode alugar um audioguia com explicações sobre as peças expostas em inglês, francês ou espanhol.

Ainda em Chapultepec, outra atração imperdível é o Castelo, prédio que já foi forte militar, escola de cadetes, palácio presidencial e que hoje é um museu. O prédio existe desde o século XVI, mas sofreu sucessivas modificações, especialmente durante o governo do Imperador Maximiliano. Nele, pode-se ainda encontrar preciosos murais de Diego Rivera e David de Siqueiros, sempre retratando a história mexicana – uma tendência do muralismo mexicano, estimulado por um Ministro da Educação (José Vasconcelos) que acreditava que a melhor forma de instruir o povo era através da arte. Convertido em Museu Histórico Nacional, o Castelo lança luzes sobre a sangrenta história mexicana, especialmente sobre o Porfiriato (ditadura de Porfírio Díaz) e o Império de Maximiliano. Visitar a área residencial do Castelo é se teletransportar para dentro da intimidade dos poderosos (além de desfrutar de uma belíssima vista para a cidade, pois o Castelo está sobre o Morro de Chapultepec, assim chamado porque era cheio de chapulines, ou seja, grilos). Outra sala interessantíssima é a que conta a história da tomada do Castelo, então Escola Militar, pelo Exército americano – derrota esta que selou a perda de importantes territórios para o grande irmão do norte. Ver a história pela ótica dos mexicanos (e não através dos documentários do History Channel) foi enriquecedor. A Escola Militar foi defendida pelos seus cadetes (meninos com não mais que 18 anos), que pagaram com a vida a defesa da pátria mexicana. Eles foram homenageados com o Monumento a los Niños Héroes, que fica em uma das entradas do Bosque de Chapultepec. Aos que queiram fotografar o interior do Castelo, vai a informação: é necessário pedir uma permissão (paga) na bilheteria e eles vão afixar um papel com a autorização na sua câmera.

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Ainda na área nobre da Cidade do México, destaco o Museu Soumaya, que fica na Plaza Sarco, em Polanco. Este museu abriga a coleção de arte particular de Carlos Slim e faz parte de um complexo composto pelos prédios das empresas do grupo econômico do empresário e por um shopping. Próximo a este complexo, fica o Antara Polanco, shopping com lojas de alto padrão como Sephora, Carolina Herrera e Coach, o que faz o Museu Soumaya um bom programa para combinar cultura + compras + boa comida (Polanco tem ótimas opções gastronômicas). O prédio do museu é uma atração turística, com sua grande estrutura de alumínio. Dentro, há desde obras da época do vice-reinado até uma impressionante coleção de telas de Rubens e Van Dyck. Ademais, há um andar inteiro dedicado ao impressionismo e uma grande coleção de moedas. A entrada é gratuita e pode-se tirar fotos sem flash.

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Outro museu imperdível é o Museu de Belas Artes, situado no Centro. O prédio foi projetado no início do século XX, mas, devido aos sangrentos conflitos da Revolução Mexicana, só ficou pronto na década de 1930, o que fez com que o estilo da fachada tenda mais para um estilo eclético, enquanto que o interior é art déco. O museu abriga principalmente artistas mexicanos e há exposições temporárias. Suas linhas imponentes (ele faz um belo conjunto com o prédio dos Correios, bem em frente) fazem com que vê-lo iluminado a noite já seja em si uma atração. O prédio também se tornou famoso por abrigar velório de grandes vultos, como Frida Kahlo e Cantinflas.

E já que falamos de Frida Kahlo, eu não poderia deixar de citar a sua casa museu da Rua Londres, em Coyoacán, bairro fofíssimo no Sul da cidade e que merece um dia inteiro de visita para aproveitar seus museus + mercado + área verde. A casa é minúscula e apinhada de turistas. Em alguns momentos, você fica se perguntando o que está fazendo ali, tamanho é o “engarrafamento”. Mas entrar no universo particular de uma mulher fascinante como Frida não tem preço (aliás, salgado, pois você paga um ingresso adicional só para poder fotografar). A casa foi mantida como se ela estivesse viva (exceto por uma área externa onde estão expostas as suas roupas). Estão lá sua militância marxista, a obsessão em dar um filho a Diego (e que resultou em sucessivos abortos), a sua deficiência física, a sua imaginação sem limites. A sua indumentária é uma atração à parte – rica, colorida, alegre. A lojinha do museu também é uma graça e excelente para “lembrancinhas”. A entrada do museu Frida Kahlo também dá direito a visitar o Museu Diego Rivera Anahuacalli, que reúne as peças de arte pré-hispânica colecionadas por Diego durante toda a sua vida.

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Mas o grande complemento ao Museu Frida Kahlo é, na verdade, o Museu Casa Estúdio Diego Rivera, que foi o ateliê compartilhado do casal. Ver a jardineira usada por Diego e seu material de trabalho mexeu comigo. A casa foi projetada pelo Juan Gormán, também artista e amigo do casal, e segue uma arquitetura funcionalista. Aqui também se paga para fotografar, mas vale a pena. O vídeo explicativo com a história do casal quase me fez chorar. Essa história de amor conturbada é capaz de comover você de um jeito que você nem imagina. O museu Casa Estúdio fica no bairro vizinho de San Ángel e também cobra para autorizar o uso de câmera.

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O próximo post será sobre a Plaza Garibaldi e a música mexicana.

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2 Comments
  1. Qué maravilla, asignatura pendiente. Adoré el estudio de Diego Rivera, parece vivo

  2. Vitor Vieira permalink

    Finalmente tô lendo teu blog. Muito legais seus posts sobre a viagem ao México. Vc é muito melhor que o Trip Advisor (rs). Depois vou ler os posts anteriores. Já vi que há coisas que me interessam…Bjs!

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