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Cidade do México: Tour à Basílica de Guadalupe e às Pirâmides de Teotihuacán

July 26, 2013

Aproveitando o clima da visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro, finalmente o post sobre um dos passeios mais populares entre os turistas que visitam a Cidade do México: aquele que combina a Basílica de Guadalupe com Teotihuacán. Apesar de ser um tour meio corrido, na minha humilde opinião, é o melhor tour para se fazer nos arredores do DF.

O tour começa em Guadalupe. Nossa Senhora de Guadalupe é a padroeira do México e um dos símbolos do país. É difícil encontrar mexicano que não tenha uma medalhinha ou um terço ou um santinho com a imagem da Virgem de Guadalupe (ainda que não seja católico praticante). Nossa Senhora de Guadalupe é onipresente no México. E a história de suas aparições lembra em muito a história de Nossa Senhora Aparecida. Conforme conta o próprio site do santuário (http://www.virgendeguadalupe.org.mx/index.htm), a Virgem apareceu para o índio Juan Diego por cinco vezes no ano de 1531 (ou seja, apenas dez anos após a chegada de Cortéz). Juan Diego (cujo nome nahuátl era Cuauhtlatoatzin) havia sido convertido há poucos anos por padres dominicanos quando a Virgem apareceu para ele falando nahuátl e pedindo que fosse construída para ela uma igreja no que hoje é a vila de Guadalupe. O índio, muito humilde, dirigiu-se ao bispo da Cidade do México, que não acreditou nele. Houve então uma segunda aparição da Virgem e o pobre Juan Diego voltou novamente à Cidade do México para comunicar ao bispo a nova aparição. Incrédulo, o bispo pediu ao indígena uma prova das aparições. Em sua terceira aparição, a Virgem prometeu a Juan Diego que daria esta prova, desde que o indígena voltasse ao local da aparição no dia seguinte. Contudo, Juan Diego não pode comparecer ao encontro marcado porque tinha que cuidar de seu tio doente. Foi assim que na madrugada do dia 12 de dezembro de 1531 Juan Diego finalmente compareceu ao local do encontro. Foi então que ocorreu o famoso milagre das flores colhidas pelo índio no alto de um monte e que, guardadas na manta que Juan Diego levava, transformaram-se em um lindo bordado na presença dos auxiliares do bispo da Cidade do México. Quando levada a manta à presença do bispo, o bordado novamente converteu-se em flores naturais e na manta apareceu gravada a imagem de Nossa Senhora – dando a prova de autenticidade anteriormente pedida pelo bispo. Na quinta aparição, após curar o tio de Juan Diego, a Virgem pediu que fosse conhecida como a Virgem de Guadalupe.

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Embora a vila de Guadalupe fique já fora da Cidade do México, praticamente não se percebe onde o DF termina e onde começa Guadalupe. Há fácil interligação com o Metrobus (rede de BRT – há um terminal próximo à Basílica, o que torna possível usar o ônibus comum também) e com o metrô (pegar Linha 3 na direção Índios Verdes e descer na estação 18 de Marzo). Também é possível pegar o Turibus no Zócalo em direção a Guadalupe. Além disso, é fácil ir de carro. Basta seguir as placas de “Pirámides” e “Guadalupe” a partir da Avenida Insurgentes (no entanto, prepare-se para o trânsito caótico do DF). Recomendo muito a visita durante a semana, quando o santuário da Virgem de Guadalupe fica mais vazio e a locomoção para lá fica mais fácil (costuma lotar nos fins de semana e no dia da Padroeira, que é 12 de dezembro).

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Chegando em Guadalupe, você notará que há duas igrejas, assim como ocorre em Aparecida: a igreja velha, muito simples e que muitas vezes fica fechada por conta do fato de que está afundando; e a basílica nova, enorme e com uma esteira mecanizada para permitir que todos tenham a oportunidade de ver a manta de Juan Diego com a imagem da Virgem gravada. Há também um local para colocar velas, um batistério (a basílica realiza todos os sacramentos) e um pequeno museu. No pátio do Santuário, há também uma estátua do Papa João Paulo II.

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Já Teotihuacán fica a cerca de 7 Km da Basílica de Guadalupe (para quem for de carro, há um pedágio carinho no caminho). Ao contrário do que muita gente pensa, Teotihuacán não foi uma cidade asteca. Na verdade, ninguém sabe ao cerco qual povo construiu Teotihuacán, embora essa cidade tenha influenciado as civilizações maia, zapoteca, mixteca e nahua. Sua decadência se deu a partir do ano 650 e se especula que a sua queda tenha dado origem ao povo tolteca, que tinha como capital a cidade de Tula, no estado de Hidalgo. Ninguém sabe ao certo o que causou a destruição de Teotihuacán, mas é certo que foi nessa cidade que se começou o culto ao Sol, à Lua e ao deus Quetzalcóatl em solo mexicano, bem como que foi lá que começaram os sacrifícios humanos com a retirada do coração das vítimas.- costumes esses adotados por diversos outros povos mexicanos, como maias e astecas.

Embora a cidade não tenha sido toda escavada, os locais abertos à visitação são impressionantes, como as pirâmides do Sol e da Lua (subir as duas é para poucos e eu consegui) e o templo de Quetzalcoátl.

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O próximo post será sobre a culinária mexicana.

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